ALCOOLISMO
O consumo de uma quantidade substancialmente elevada de álcool gera dependência física. Isso significa que quando uma pessoa deixa de beber sente sintomas de privação e uma necessidade imperiosa de voltar a consumir álcool. Embora a aceitação social e a acessibilidade ao álcool tenham alguma influência, o desenvolvimento da síndrome da dependência do álcool é devido a uma interacção de factores genéticos, psicológicos e sociais.
A componente genética, relacionada provavelmente com o tipo de personalidade, determina também a quantidade de álcool necessária para uma dependência biológica. Não existe uma “personalidade alcoólica”, e em algumas pessoas a causa da dependência pode estar relacionada com uma baixa auto-estima ou uma vida difícil. Embora esteja mais associado aos homens, o alcoolismo está a aumentar entre as mulheres.
Os principais sintomas da síndrome de dependência do álcool são:
- Tolerância cada vez maior ao álcool;
- Sintomas de privação e seu alívio com o consumo;
- Consciência da compulsão para beber;
- Retorno rápido à bebida após uma tentativa para deixar de beber;
- Preponderância do consumo e da procura da bebida na vida da pessoa;
- Consumo limitado a certos tipos e bebida.
Diagnóstico
Além da presença dos sintomas referidos, faz-se um diagnóstico quando as complicações físicas do abuso do álcool se tornam óbvias por lesões no fígado, complicações gastrointestinais ou sintomas de privação.
Tratamento
Os programas de tratamento incluem a desintoxicação com apoio psicossocial. Isto pode requerer o internamento do alcoólico para um programa terapêutico, mas também pode ser feito em ambulatório. A reabilitação é importante para reintegrar o individuo numa nova rede social, longe da cultura do álcool, fazendo-o voltar gradualmente ao trabalho e à vida quotidiana. A reabilitação inclui ainda psicoterapia e trabalho em grupos de entreajuda.
In: Cérebro, Sistema Nervoso

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