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quarta-feira, março 9

Menopausa: pessoal e intransmissível


Estar na menopausa implica vigilância médica?

A mulher deve ter mais cuidado com a sua saúde, na medida em que há uma série de perturbações ou doenças que são mais frequentes após os 50 anos.
“Não deve deixar de fazer os exames de prevenção: consulta de ginecologista, citologia e mamografia, análises gerais, controlo da tensão arterial, do peso e da dieta”, explica Daniel Pereira da Silva, adiantando: “Deve dar maior atenção ao que sente, aos sinais do teu corpo. Procure o seu médico logo que sinta algo de anormal: os sintomas que já referi, uma perda de sangue inesperada, qualquer alteração na mama, modificação nos seus hábitos intestinais.”
Conceitos e definições

1. Menopausa: data da última menstruação em consequência de falência ovárica definitiva. O diagnóstico clínico ocorre após um ano de amenorreia (sem menstruação). Habitualmente acontece entre os 45 e os 55 anos. Se tiver lugar antes dos 40 é considerada menopausa precoce.


2. Climatério: é o período da vida da mulher em que ocorre um declínio progressivo da função ovárica. Com frequência está associado a um conjunto de sinais e/ou sintomas (irregularidades menstruais, calores afrontamentos, transpiração nocturna, alterações do humor e do sono, entre outros), que no seu conjunto caracterizam a “síndroma do climatério” Compreende três fases (pré, peri e pós menopausa), cuja individualização não é linear:

  • Pré-menopausa: em sentido geral, inclui toda a idade fértil até à menopausa. Em sentido estrito é todo o período de tempo decorrido entre o início do declínio da função ovárica e a menopausa;
  • Perimenopausa: período de tempo que engloba a pré-menopausa até um ano após a menopausa;
  • Pós-menopausa: é o período que se inicia com a última menstruação.

Como se diagnostica

Na maior parte dos casos basta a sintomatologia, o diagnóstico é fácil. Quanto mais jovem for a mulher mais importantes são alguns exames, nomeadamente as análises hormonais, suficientes para afirmar o diagnóstico e pôr de parte outras perturbações que importa descartar.

In: “Saúde Pública”, n.º 25, de 5 de Março de 2005