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quarta-feira, março 9

O cancro da mama

O cancro da mama é a forma de cancro mais comum na mulher. As taxas de incidência têm vindo a subir na segunda metade deste século.

  • Calcula-se que uma em cada 10 mulheres irão desenvolver cancro da mama ao longo da sua vida.
  • Se a doença é detectada cedo, antes de ter tido hipóteses de progredir (metastizar) atingindo outros tecidos para além da mama, a taxa de sobrevivência pode chegar a 95%, durante pelo menos 5 anos.
  • Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, o cancro da mama continua a ser a primeira causa de morte das mulheres entre os 35 e os 55 anos e a segunda entre as mulheres de todas as idades. Na Europa, quase 20% de todas as mortes por causa oncológica são devidas ao cancro da mama.

Sinais e sintomas do cancro da mama

A realização do auto-exame é fundamental para detectar o cancro da mama. Nos EUA, 90% de todos os cancros da mama são descobertos pela própria, muitas vezes apenas como um caroço, pequeno e firme. Na maior parte dos casos (66%) o caroço não é doloroso embora algumas mulheres (11%) refiram dor.

Outros sinais de alarme incluem:

  1. Perda de sangue ou de líquido pelo mamilo;
  2. Acumulação local de fluidos tecidulares (edema);
  3. Alteração no tamanho, no bordo ou na posição do mamilo.


Factores de risco


Os factores de risco que podem aumentar a probabilidade de desenvolver cancro da mama incluem:

  • história familiar da doença;
  • envelhecimento;
  • exposição aos agentes cancerígenos;
  • não ter filhos (nuliparidade) ou ter o primeiro filho depois dos 30 anos).

Além disso, uma vida menstrual longa, resultado de uma menarca precoce ou de uma menopausa tardia, aumenta o risco de cancro. Finalmente, alguns investigadores acreditam que a obesidade, uma alimentação rica em gorduras, a ingestão excessiva de álcool e o uso de medicamentos contendo estrogénios (terapêutica de substituição hormonal ou pílulas anticoncepcionais) podem aumentar o risco de cancro. No entanto, 80% das mulheres com o diagnóstico de cancro da mama não têm factores de risco conhecidos.


Diagnóstico


Uma vez detectado, a presença do tumor pode ser confirmada pelo médico de diversas formas, como palpação, aspiração através de agulha muito fina, mamografia e biópsia.

Tratamento


O cancro da mama é tratado por meio de uma diversidade de modalidades, incluindo a quimioterapia, a radioterapia e a cirurgia (mastectomia, quadrantectomia ou lumpectomia) e a terapêutica hormonal. Estes tratamentos são administrados com o objectivo de curar o cancro e/ou limitar a disseminação da doença, proporcionando o alívio dos sintomas.

Considera-se que a mulher está a responder ao tratamento se se verificar uma diminuição de pelo menos 50% nas dimensões do tumor. Há diversos factores que afectam o sucesso da terapêutica:

  • tipo, tamanho e velocidade de crescimento do tumor primário;
  • número de nódulos linfáticos envolvidos;
  • extensão da expressão do oncogene;
  • estado dos receptores do estrogéneo e dos receptores do factor de crescimento epidérmico.

Potenciais novas opções de tratamento

  • Tratamentos sistémicos contra o cancro, como a quimioterapia e a radioterapia, têm sido as principais armas usadas para a luta contra o cancro.
  • Começam a estar disponíveis novas terapêuticas contra o cancro com mecanismos de acção inovadores. Estes fármacos que actuam directamente nas células cancerosas, poupam o organismo aos efeitos secundários, por vezes devastadores, associados aos tratamentos convencionais contra o cancro.

In:www.roche.pt