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sexta-feira, abril 15

HIV



Infecção que ataca as células do sistema imunológico e torna o organismo humano vulnerável a doenças oportunistas como a pneumonia, a tuberculose e alguns tipos de tumores, entre eles certos linfomas e o Sarcoma de Kaposi. O HIV é transmitido por meio da actividade sexual anal, vaginal e também oral ou no contacto com sangue infectado. Existem hoje no mundo 42 milhões de pessoas infectadas pelo HIV. Os grupos da população mais atingidos pela doença, atualmente, são de mulheres e adolescentes, principalmente das camadas mais pobres.

Manifestação

Os sintomas de doenças oportunistas indicativos da SIDA podem surgir entre 3 e 10 anos após a contaminação. Febre baixa e dores de cabeça bem como infecções recorrentes costumam anteceder esses sintomas e acompanham as suas manifestações. A perda de peso sem razão aparente, infecções recorrentes, náuseas, problemas intestinais e o aumento persistente dos gânglios linfáticos.
Diagnóstico

O HIV é identificado por meio de exame de sangue. O teste procura identificar a presença de anticorpos para os vírus HIV I e II no sangue. O primeiro resultado negativo nem sempre é confiável, uma vez que os anticorpos podem não aparecer mesmo após 6 meses da infecção.
Tratamento

Combina três tipos de anti-retrovirais, que atacam o HIV em diferentes fases de sua replicação. As terapias que incluem apenas um ou dois anti-retrovirais devem ser evitadas porque levam rapidamente ao desenvolvimento de resistência à medicação, já que actuam apenas em uma ou outra fase da replicação do vírus. A terapia anti-retroviral exige fidelidade absoluta, uma vez que qualquer falha pode aumentar a resistência do HIV e pôr a perder o tratamento. Dependendo do estado imunológico do paciente, outros medicamentos e vacinas adicionais podem ser usados para evitar mais infecções, que potencializem a evolução do vírus. Faz parte do tratamento o cuidado para impedir a re-infecção. Mesmo os parceiros que estejam ambos contaminados devem tomar precauções para que a retransmissão do vírus ocorra e dê margem à evolução da contaminação.

PREVENÇÃO AO HIV

O uso de preservativo não afasta 100% o risco de contágio devido à possibilidade de ruptura, mas é indispensável para afastá-lo. Manter relações monogâmicas com o uso de preservativo mesmo com um companheiro HIV negativo também é seriamente recomendado. Quem trabalha com utensílios de transfusão de sangue, ou ambiente cirúrgico de qualquer tipo deve usar seringas descartáveis, luvas, exigir o teste prévio do sangue para HIV.

In: www.uol.com, 15 de Abril, 12h:30m