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quinta-feira, abril 14

LEUCEMIA




O que é?
Os primeiros diagnósticos de leucemia reportam-se à primeira metade do séc. XIX, altura em que alguns investigadores notaram, em observações de autópsia, uma descoloração branca do sangue. Com o auxílio do microscópio, rapidamente perceberam que essa descoloração resultava de uma alteração na proporção normal entre os elementos celulares.
Quais são as causas?
A sua causa não é ainda conhecida, acredita-se que possa existir mais do que um factor, não são hereditárias nem contagiosas. Por um processo não totalmente conhecido, uma das muitas células que dão origem aos leucócitos sofre uma alteração e passa a crescer de forma não controlada. Quando a alteração acarreta uma paragem precoce no processo de desenvolvimento das células surge a leucemia aguda, quando se dá numa fase mais tardia surge a leucemia crónica.
Quais os seus sintomas?
Os sintomas da leucemia resultam da diminuição dos elementos normais do sangue. Assim, à medida que as células leucémicas se multiplicam começam por ocupar, em primeiro lugar, a medula óssea (cavidade interior dos ossos onde é produzido o sangue), posteriormente o sangue e, por vezes, outros orgãos (gânglios, baço, fígado, etc.). Como a multiplicação das células leucémicas é superior à das células normais, rapidamente conquistam o espaço utilizado por estas últimas, levando à diminuição do seu número. Uma diminuição dos leucócitos normais tem como consequência um aumento no risco e número de (amigdalites, pneumonias, etc.); uma diminuição dos eritrócitos corresponde a uma anemia (o doente sente-se cansado); uma diminuição no número de plaquetas pode levar ao aparecimento de hemorragias. No entanto, nenhum destes sinais é específico de leucemia, pode estar associado também com patologias benignas.
Qual é o tratamento?
Perante o diagnóstico de leucemia é necessário distinguir entre as formas crónicas (nem sempre necessitam de tratamento), das formas agudas em que o tratamento é quase sempre necessário e intensivo. Passados que estão mais de cento e cinquenta anos da identificação das leucemias, as armas terapêuticas desenvolvidas nos últimos anos transformaram a leucemia de uma doença fatal numa doença com elevado potencial de cura, dependendo da idade do doente e das características da leucemia. O tratamento tem várias componentes: a quimioterapia propriamente dita (uso de várias drogas, conhecidas como citostáticos, com a finalidade de destruir as células leucémicas); os antibióticos para combater as infecções; e as tranfusões de eritrócitos para corrigir a anemia e de plaquetas para prevenir hemorragias.
In: www.saudenainternet.pt, 14 de Abril, 12h:34m