Promover a Saúde Pública

sexta-feira, abril 1

Um dia na vida do coração



7.00 Uma corrida matinal

De manhã, o coração está lento e os músculos relaxados. Haverá melhor forma de começar o dia do que com uma corrida no parque? Quando começamos a fazer exercício, aumenta a velocidade a que os músculos queimam glucose. Os receptores químicos das artérias detectam níveis crescentes de dióxido de carbono nos músculos activados, o que indica que o coração tem de trabalhar mais para enviar aos músculos mais sangue oxigenado.

12.30 Aproxima-se a hora de almoço

O cheiro da comida a ser cozinhada abre o apetite e, mais importante que isso, faz disparar o hipotálamo. Isto acciona os centros cardiovasculares, que indicam aos vasos sanguíneos que direccionem o sangue para o estômago e os intestinos, onde faz falta para ajudar a extrair os nutrientes do almoço.


13.00 A hora do almoço

Finalmente, chegou a altura de ir almoçar. Quando nos alimentamos, os receptores do estômago e os receptores químicos dos intestinos estimulam os centros cardiovasculares através do hipotálamo. Isto reforça o processo de redireccionamento do sangue para o sistema digestivo.

18.30 A caminho de casa
No regresso a casa de carro, a pessoa pode ser obrigada a parar bruscamente. Ao carregar a fundo no travão, o pulso acelera, a pressão arterial dispara e o coração bate mais depressa. Estas reacções fazem pare do mecanismo de luta ou fuga, desencadeado pelo choque. A adrenalina é libertada para a corrente sanguínea e liga-se a receptores no coração, fazendo-o acelerar de modo a preparar a pessoa para a acção. Minutos depois, a pulsação e a pressão arterial voltam ao normal.


23.30 A hora de deitar
O sono dá ao corpo a oportunidade de descansar. À medida que a consciência pára de funcionar, o organismo afrouxa. Menos actividade muscular significa menos glucose queimada. O oxigénio do sangue não é gasto à mesma cadência e a produção de dióxido de carbono é menor. Os centros cardiovasculares recebem esta informação dos receptores químicos e fazem abrandar o coração através do nervo vago, que causa a inibição das células do nódulo sino-auricular, fazendo-os produzir menos impulsos. Assim, o organismo poupa energia, permitindo ao coração repousar durante algum tempo.


In: Peixoto, António; Coração e Sistema Vascular- O seu corpo, a sua saúde, Pág. 36-37