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sábado, abril 9

VIVER CANSADO



Imagine uma pessoa que se sente sempre no limite das suas forças, que não consegue dar rendimento a 100%, que se deita e acorda cansada, como se vivesse sempre cansada. Cansada até de estar cansada. Essa pessoa provavelmente sofre da chamada síndrome da fadiga crónica.
Uma bola de neve
A fadiga intensa aparece de forma inesperada e instala-se lentamente, sobretudo em mulheres de raça branca e com idades entre os 25 e os 50 anos, se bem que homens e indivíduos de outras raças e idades possam também ser afectados.De acordo com a Organização Mundial de Saúde, estima-se que a incidência desta síndrome seja de 75 a 250 casos por cada 100 mil pessoas. Calcula-se ainda que a prevalência de mulheres afectadas é três vezes superior à de homens.Desconhece-se uma causa exacta, mas sabe-se que há factores orgânicos e psicológicos implicados e que mesmo a hereditariedade tem uma palavra a dizer. Assim, quando um indivíduo começa a sentir indícios de fadiga crónica muito cedo, apresentando sintomas intensos mas poucos factores causadores de stress, é bem provável que haja uma intervenção dos antecedentes familiares.
Dores sem razão.
A síndrome da fadiga crónica coexiste em muitos doentes com outra patologia, igualmente sem razão aparente: a fibromialgia. Doença crónica, manifesta-se através de cansaço generalizado e dores em várias partes do corpo, concentradas sobretudo nos pés, ombros, coluna e pernas. Sente-se como um ardor que invade o corpo, acompanhado de espasmos musculares.Ainda por identificar estão as causas desta doença que - calcula-se - afecta entre 4 a 15% da população, dela sofrendo mais as mulheres entre os 35 e os 50 anos. Aliás, em dez pessoas atingidas nove são do sexo feminino. Na ausência de uma causa específica, também não há um tratamento exclusivo, mas sabe-se que há factores de risco a evitar, nomeadamente a obesidade e a ansiedade.
In: www.anf.pt, 9 de Fevereiro de 2005, 20h:10m